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segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Fresquinhas novembro - nº10

fresquinhas...
  •  Liz juntamente com outros dois integrantes do ART490 (grupo de teatro) participou do Arte em Foco - Sabará, um encontro pra ver e ouvir sobre arte e cosmovisão cristã
  • Pedro Paulo e James Andrew (Adolescente) estiveram em Sorocaba no treinamento oferecido pelo CLAVES sobre a Campanha de Vacinação Contra os Maus Tratos
  • Juntos viajaram pro estado de SP, Pedro foi pra Sorocaba e Liz pra metrópole rever amigos e conhecer a pequena Manu. Valeu demais

 

Salmo 37

O Salmo 37 nos fala sobre a sabedoria para a vida, fala ao homem como encontrar dias felizes.

1.    Não te indignes por causa dos malfeitores, nem tenhas inveja dos que praticam a iniqüidade.
2.    Pois eles dentro em breve definharão como a relva e murcharão como a erva verde.
3.    Confia no SENHOR e faze o bem; habita na terra e alimenta-te da verdade.
4.    Agrada-te do SENHOR, e ele satisfará os desejos do teu coração.
5.    Entrega o teu caminho ao SENHOR, confia nele, e o mais ele fará.
6.    Fará sobressair a tua justiça como a luz e o teu direito, como o sol ao meio-dia.
7.    Descansa no SENHOR e espera nele, não te irrites por causa do homem que prospera em seu caminho, por causa do que leva a cabo os seus maus desígnios.
8.    Deixa a ira, abandona o furor; não te impacientes; certamente, isso acabará mal.
9.    Porque os malfeitores serão exterminados, mas os que esperam no SENHOR possuirão a terra.
10. Mais um pouco de tempo, e já não existirá o ímpio; procurarás o seu lugar e não o acharás.
11. Mas os mansos herdarão a terra e se deleitarão na abundância de paz.

De que lado você está?

MarADentro - edição 10 - out - 2010
por Pedro Paulo
O Salmo 37 inicia com dois conselhos importantes:
  1. Não te indignes (aborreças, enfades) por causa dos malfeitores (homens maus)
  2. Nem tenhas invejas dos que praticam a iniqüidade (dos perversos)
Os dois conselhos andam juntos (vs 1, 7 e 8). Eles nos falam de como deve ser a nossa relação com os homens maus, com a maldade, com a iniqüidade.
Essas recomendações tratam de dois extremos que somos puxados para transitar quando lidamos com pessoas perversas, quando sofremos o mal. Ou somos consumidos pela ira, tornando-se fúria, obscurecendo o nosso bom senso. Ou somos tentados a caminhar por esses atalhos, caminhos errados, seduzidos pelo aparente sucesso que esses homens demonstram com suas trapaças e opressões.
Victor Frankl, um psiquiatra austríaco e judeu, que sobreviveu ao campo de concentração nazista disse o seguinte ao reforçar a sugestão do salmista: “ninguém tem o direito de praticar injustiça, nem mesmo aquele que sofreu a injustiça.” Um ótimo conselho seria: controle sua raiva, jogue no lixo sua ira. Isto apenas deixa as coisas piores.

Mais qual seria o contraponto para viver e enfrentar a injustiça (maldade)?
Olha para frente (vs. 2 e 10)! Não seja dominado pelas circunstâncias. O salmo nos diz que o mal é temporário, em contraste com o bem que é eterno. O salmista nos lembra da transitoriedade do homem mau, dos promotores do mal. Eles passarão e não se sustentará suas obras, a visão em longo prazo nos mostra que eles não terão futuro!
Olha para cima (vs 3-7)! O Salmo também nos fala sobre o sentido da vida. ‘Confia no Senhor’! ‘Deleite-se no Senhor’! ‘Entregue seu caminho ao Senhor’! ‘Descanse no Senhor’! O salmista nos lembra que não estamos sozinhos. O Criador se revela como Deus pessoal, relacional. Sempre presente, sempre agindo. Um Deus que tudo vê e que não nos deixou a nossa própria sorte, mas que intervém. Por isso tudo, mantenha comunhão com o Senhor.
Agora que conseguimos recuperar o nosso bom senso, o salmista vai além. Seja construtivo! Faça o bem (vs.3)! A única forma de enfrentar o mal é não deixar ser vencido por ele. “Vença o mal com o bem (Romanos 12:21)”! Esse é o modo de quebrar a corrente do mal, e ser promotor do bem.
Os que assim vivem encontrarão abundância de vida. Como o Senhor Jesus disse no Sermão do Monte – Bem aventurado os mansos, porque herdarão a terra (Mateus 5:5). Manso é aquele que escolheu o caminho da fé pacientemente, em comunhão com o Senhor encontrará força interna suficiente para obter uma vida equilibrada e regrada, uma vida com qualidade.

Por que eu estou falando isso?
A nossa sociedade precisa de mais cidadãos engajados com a promoção da justiça, que se alimentam da verdade, ainda que essa escolha lhes custe algum preço. Pessoas cheias de ideais e sonhos, firmes nos seus valores. Cristãos que não negociam com a iniqüidade, mas que antes confiam no Senhor.
Concluo com mais algumas palavras de Viktor Frankl: “As pessoas descentes formam uma minoria. Mais que isso, sempre serão uma minoria. Justamente por isso, o desafio maior é que nos juntemos à minoria. Porque o mundo está numa situação ruim. E tudo vai piorar mais se cada um de nós não fizer o melhor que puder”.
 

Flanâncias..

MarADentro - edição 10 - out - 2010
por Liz



o Flâneur é aquele observador que caminha tranqüilamente pelas ruas, apreendendo cada detalhe, sem ser notado, sem se inserir na paisagem, que busca uma nova percepção da cidade. É o errante intencional que procura os mapas não cartesianos do cotidiano das pessoas. Ocupa-se de observar e por isso não tem pressa nem certezas, apenas caminha e sente dentro de si, a cidade.

Tenho me feito flâneur.... registrando minhas flanâncias num blog novo que já está no ar.. no MarADentro desta edição publiquei um exemplar de uma dessas flanâncias minhas. Para conhecer clique aqui

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Fresquinhas outubro - nº09

 fresquinhas...
  • dos dias 9-12 de out. a juntos com a UPA (união presbiteriana de adolescentes) esivemos em um retiro, muito tempo livre, amizade e reflexão. 
  • Liz começou a tocar gaita.. ainda está no comecinho, deslumbrada com esse pequeninho e tão complexo instrumento musical
  • Juntos com a mocidade da igreja participamos de um retiro na praia! Aconteceu em Guarapari, ES, litoral mineiro (dias 30out-2nov)
  • Liz completou mais um ano de vida no dia 10/10/10 data histórica.. rsrs

De dentro pra fora

MarADentro - edição 09 - out - 2010
por Pedro Paulo
Foto oficial do acampamento de adolescentes em Viçosa-MG
Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus.                                                 
Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados.
Bem-aventurados os mansos, porque herdarão a terra.
Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão fartos.
Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia.
Bem-aventurados os limpos de coração, porque verão a Deus.
Bem-aventurados os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus.
Bem-aventurados os perseguidos por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus.
Bem-aventurados sois quando, por minha causa, vos injuriarem, e vos perseguirem, e, mentindo, disserem todo mal contra vós.
Regozijai-vos e exultai, porque é grande o vosso galardão nos céus; pois assim perseguiram aos profetas que viveram antes de vós.” 

Evangelho de Mateus 5:3-12

Jesus estava pregando as boas novas do reino de Deus, e grande multidão o seguia admirada com o seu ensino. Vendo a aglomeração a sua volta, Jesus subiu ao monte e rodeado pelos seus discípulos, passou a ensinar as muitas pessoas que o seguiam, ensino este conhecido como o famoso Sermão do Monte.

Santo Agostinho compara essa cena com o recebimento dos dez mandamentos por meio de Moisés, mostrando a superioridade dos preceitos da nova justiça em comparação com a antiga lei judaica. “Por meio de santos profetas e fiéis servidores deu preceitos menos perfeitos ao povo que convinha ainda sujeitar pelo temor. E por meio de seu Filho deu outros preceitos muito mais perfeitos ao povo que Ele queria libertar pela caridade.”
O ensino de Jesus trata sobre a vida neste reino que ele anuncia estar próximo, no qual a justiça reina e o amor é o seu regime. A entrada neste reino é pelo próprio Cristo, pois ele é o caminho, a verdade e a vida. A eternidade está no coração de cada cidadão deste reino, junto com os mandamentos do Senhor que agora não estão mais encravados em pedras, mas no seu interior.
Neste reino os cidadãos desfrutam de livre acesso ao Senhor, por meio de Cristo, e esta proximidade explica o caráter dos súditos. São humildes de espírito, pois reconhecem a falência espiritual que chegaram quando confiavam nas suas próprias forças. Quando se deparam com a miséria e a fraqueza que se encontram não hesita em chorar, pois conhecem a validade do choro do arrependimento, nunca deixarão de ser consolados. As virtudes são buscadas com todo o esforço, elas são preciosas neste reino, e se tratando em pureza, todos foram lavados pela palavra da verdade e não medem esforços em prosseguir olhando para o Cristo.

Por falar em virtude, os cidadãos estão realmente engajados com seus valores, o domínio próprio faz deles pessoas livres de toda forma de maldade, o comprometimento com a justiça é pra eles como uma refeição diária, essencial para a vida. A compaixão com o desfavorecido é notória e eles não medem esforço para socorrer o próximo, a solidariedade está presente ainda que seja custoso para eles. E não poderíamos deixar de notar o espírito pacificador existente nesta comunidade do Rei, todos estão empenhados com o sucesso da paz, pois foi isso que o Cristo trouxe para o reino, ele desfez toda a inimizade que havia.
Jesus não poderia omitir que eventualmente esse povo sofreria certa hostilidade, e em alguns períodos o sofrimento chega ser intenso. Mas o que impressiona é a alegria que os move, ainda que tempos difíceis estejam à vista. O fato é que esse reino inspira outros povos e influencia tempos e eras. Cada cidadão sente-se responsável por promover o amor que experimentado neste reino também àqueles que estão distantes e ainda não participam desta realidade.

A multidão curiosa interpelou Jesus – como isto é possível? A dinâmica do reino nasce no coração de cada cidadão e por isso a harmonia se encontra por todo lado. Os cidadãos não foram conquistados ou convencidos a se ajuntar a este reino, eles nasceram do próprio reino

Farta comunhão


MarADentro - edição 09 - out - 2010
por Liz
Foto oficial do acamp. da mocidade em Guarapari-ES
 
Nos últimos dias participamos de dois acampamentos. Um com os adolescentes da igreja num sítio aqui pertinho, outro com os jovens da igreja numa escola em Guarapari (ES). O fato é que embora cada um tivesse suas particularidades, foram momentos muito semelhantes de viver de perto aquilo que muitas vezes afirmamos de longe: a comunhão. Comunhão é uma palavra muito usada no meio cristão. Ao pé da letra significa “comer juntos”, mas a idéia é de compartilhar a vida, ser presente, caminhar lado-a-lado, dividir o pão. É uma daquelas ideias que falamos muito a respeito e vivemos muito pouco. É também uma das coisas mais impressionantes que Jesus ordenou aos seus discípulos, que amassem uns aos outros, e que esse amor se tornasse a sua marca. Só que acontece que a vida também tem suas exigências e a gente acaba deixando os desafios de Jesus de lado pra cumprir as tarefas urgentes do dia-a-dia. A pergunta natural que me pego fazendo é será que é possível? Ou, será que Jesus tá pedindo de nós coisas utópicas demais? Bom, aí vem os acampamentos..  provando tanto a possibilidade quanto a satisfação que dá quando vivemos assim. Nos dias em retiro a coisa se misturou, as tarefas do dia-a-dia como lavar os banheiros, ajudar na cozinha, cantar em roda, ir à praia, jogar bola, contar piada, ler isso, discutir aquilo.. etc, se fundiram harmonicamente com o amor ao próximo e daí tal comunhão se fez presente. 

Viver correndo atrás “das exigências da vida”, nos faz perder de vista a própria vida! E o valor da vida está em dividí-la? Mas se já não temos tempo pra isso, algo está errado e precisa mudar. Corremos o sério risco de chegar à velhice e concordar com a triste conclusão que chegou Salomão “foi tudo correr atrás do vento”. Que o Senhor nos livre disso, que a nossa vida seja compartilhada e enriquecida pela fartura em comunhão.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Fresquinhas setembro - nº08



fresquinhas... 

  • Liz fez aquela deliciosa cirurgia de extração dos 4 cisos! Tudo correu bem, mas está com o rosto redondinho.. 

  • Juntos com toda a família da Liz passamos o feriado do 7 set no Santurário do Caraça, tempo de descanço conversa e comunhão
     
  •  Pedro organizou o Encontrão das UPAs com adolescentes de Viçosa e microrregião. Veja as fotos aqui
     
  • semana na roça: os pais da Liz viajaram e emprestaram a casa pra gente passar  uma semana lá, ai que vontade
    de morar ali de novo!

  • visitante ilustre: nesse mês o Murilo, Pai do Pedro Paulo, passou alguns dias em Viçosa com a gente, tempo bom demais!

A nova vida em Cristo

MarADentro - edição 08 - set - 2010
por Pedro Paulo
Ele vos deu vida, estando vós mortos nos vossos delitos e pecados, nos quais andastes outrora, segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe da potestade do ar, do espírito que agora atua nos filhos da desobediência; entre os quais também todos nós andamos outrora, segundo as inclinações da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos, por natureza, filhos da ira, como também os demais. Mas Deus, sendo rico em misericórdia, por causa do grande amor com que nos amou, e estando nós mortos em nossos delitos, nos deu vida juntamente com Cristo, (pela graça sois salvos), e, juntamente com ele, nos ressuscitou, e nos fez assentar nos lugares celestiais em Cristo Jesus; para mostrar, nos séculos vindouros, a suprema riqueza da sua graça, em bondade para conosco, em Cristo Jesus. Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie. Pois somos feitura dele, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas.” Trecho da carta de Efésios (Capítulo 2:1-10)

A canção da modernidade tem o tema maior da liberdade. Ao seu som dança o anuncio de uma nova era, o homem livre de tudo e de todos. Autônomo, com órbita em torno de seu umbigo. Esta insanidade só pode levá-lo a frustrante constatação de que vive num cativeiro, preso e sujeito aos caprichos do tirano egocentrismo, regido pelo terrível adversário que há muito tempo o colocou no regime da morte, e com ingênua sincronia conforma-se à maioria que vive alheia ao Criador.

O conceito de graça presente no cristianismo é único, e o diferencia de todas as demais religiões. O favor imerecido de Deus não deixa espaço para o mérito humano, pelo contrário, todos estão em pé de igualdade e carentes de Deus, mortos em seus pecados e delitos. Como pode um morto fazer algo em favor de sua salvação?

A porta de entrada ao cristianismo e toda a sustentação da vida cristã se deve a graça de Deus. João Calvino, o reformador do século XVI disse – 'Ora, pode-se perguntar: como o homem recebe a salvação que lhe é oferecida pelas mãos divinas? Eis minha resposta: pela instrumentalidade da fé. Da parte de Deus é graça somente, e nada trazemos senão a fé, a qual nos despe de todo louvor pessoal, então se segue que a salvação não procede de nós'. O que se pede ao homem é tão somente que creia.

A graça de Deus é suficiente para cobrir nossa vergonha e desfazer toda estrutura de poder que se levanta contra o conhecimento de Jesus, seja ela uma realidade da carne, do diabo ou do próprio mundo. Uma real oportunidade para desfrutar a liberdade, ser livre para fazer o bem e romper definitivamente com o mal.

Antes destinado a ira de Deus, agora a situação do homem regenerado é de testemunha viva de Deus. O texto fala exatamente disto, o novo homem resgatado da inutilidade de outrora para caminhar em boas obras, como promotores do bem e sinalizadores do reino de Deus.

ilustre gameleira

MarADentro - edição 08 - set - 2010
por Liz



Nesse mês de muita seca,
Dia desses meu pai foi capiná
No seu “sít” tão querido
Com seu cumpadre magela
Saíram no sol de rachá

Lá pelas tantas o suor já tava nos pés
a canseira era tal que decidiram pausá
foi então que desceram o morro
procura do velho brejo
abriram os cantis
tiraram as botas pros pés refrescá

deram de cara com aquele tronco
ou era a raiz que se desenterrou?
Uma gameleira forte robusta
Que sem a lama apareceu
Que exuberante, ilustre!
A sua beleza ao mundo mostrou

Alegres ficaram com o achado
Que os olhos até encheram de riso
Mas que obra linda essa árvore
Que delícia de sombra
Que maravilha de vista
Perfeita em cada detalhe e cada friso

No mesmo mês chegou um visitante
Em nossa Viçosa querida passeá
Não tendo muito turismo aqui
Levamos logo pra conhecer
A gameleira e sua beleza apreciá

O visitante paulistano
sem muito jeito no mato
Não pode ficar calado perante a gameleira
Ela é mesmo exuberante, pensou
Então tiramos retratos, contamos casos
Tomamos café a moda mineira!

Eita bela gameleira
Que veio pra daqui em diante
Embelezar nossas vidas
Com sua presença natural

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Semeando a esperança*

por liz
*exclusivo do blog, esse texto nao saíu no circular eletrônico - foi usado em uma devocional dada pela Liz na época dos preparativos para a Semana da Esperança, depois foi impresso do devocionário da SE.




A esperança é uma realidade fundamental na fé cristã. Ela encontra-se lado a lado com a fé e com o amor. Ela muda tudo, pois nos faz pensar além do aqui e do agora. A esperança cristã é a certeza de que Deus há de cumprir aquilo que nos prometeu.  A certeza de que tudo passará, mas as palavras do Senhor permanecerão para sempre. Uma das coisas mais maravilhosas que ele prometeu é que um dia Jesus Cristo voltará em majestade e glória para inaugurar um novo reino onde haverá paz e justiça para sempre. Ele prometeu que nesse novo tempo serão feitas novas todas as coisas, não haverá mais dor, ou lágrimas, tampouco haverá maldade ou orgulho. Seremos novas criaturas resgatadas ao plano original da criação, veremos Deus face a face. Isto é, todos aqueles que hoje esperam nele, não esperarão em vão.

Olhando as palavras hebraicas traduzidas como “esperança” no português aprendemos que há muito significado e valor que por vezes passam despercebidos. Châsâh e bât ach  têm uma associação direta com os termos refúgio, esconderijo e segurança; chûl  chı̂yl em outras passagens é traduzido como dançar ou gingar mas em Lm 3:26  está escrito “Bom é ter esperança (chûl  chı̂yl), e aguardar em silêncio a salvação do Senhor.” A palavra hebraica kesel literalmente significa víceras ou entranhas porém no SL 78:7 é dito “a fim de que pusessem em Deus a sua esperança (kesel), e não se esquecessem das obras de Deus, mas guardassem os seus mandamentos”. Também o termo tiqvâh que aparece no SL 71:5 “Pois tu és a minha esperança (tiqvâh), Senhor Deus; tu és a minha confiança desde a minha mocidade.” Poderia ser literalmente compreendido como corda ou junta de ligação. Devemos entender a esperança como as raízes de uma árvore antiga, aquela parte que se afunda em solo seguro e permite o crescimento sadio e estável.

Por isso, ela deve ser semeada para no fim ceifarmos a vida eterna. Deve ser sempre nova, podendo renovar as nossas forças. Deve ser viva, podendo vivificar-nos do nosso cansaço. A esperança deve ser internalizada, devemos ser como que “envicerados”, ou seja arraigados pelas nossas víceras, em Deus por meio da esperança. Deve ser evidente, mudando o nosso semblante, fazendo de nós pessoas alegres, gratas. A esperança deve ser um cordão, um elo entre o agora e o porvir, entre nós e Deus. A esperança deve ser uma dança, uma ginga a nos conduzir entre as duras realidades que, por enquanto, nos cercam.

Por nos transportar no tempo a uma realidade muito mais absoluta, a realidade prometida por Deus, à terra firme, é que temos a esperança por âncora da alma, firme e segura. Prossigamos a semear a certeira esperança.


terça-feira, 31 de agosto de 2010

Fresquinhas agosto - nº07



fresquinhas...
  • Liz voltou a desenhar e pintar, está testando novos meios de se comunicar através da arte
  • Juntos estão participando de um grupo de estudo das obras do C.S.Lewis, o primeiro livro já foi lido "A Abolição do Homem"..
  • Aconteceu em Viçosa a VII Semana da Esperança! Dessa vez com a participação do Telo Borges, Ariovaldo Ramos e Guilherme de Carvalho, foi muito bom mesmo!
  • Blog do MarADentro no ar e operante, deixe seu comentário!! blogmaradentro.blogspot.com

A igreja que Jesus concebeu é a igreja que sonhamos

MarADentro - edição 07 - ago - 2010
por Pedro Paulo



Para sonhar com a igreja que Jesus concebeu, sugiro as palavras inspiradas do apóstolo Paulo, na sua segunda carta enviada ao pastor da igreja de Éfeso, o jovem Timóteo.
Paulo orienta Timóteo a zelar pelo ministério que o Senhor lhe havia concedido. O ensino do experiente apóstolo, já avançado em idade, nos traz verdades importantes sobre a igreja que devemos sonhar, com idealismo e os pés no chão.
  1. Uma igreja que não despreza seu passado
“Permanece nas coisas que aprendeu e das quais tem convicção, pois você sabe de quem o aprendeu” (3:14).
Paulo estava próximo de sua morte e provavelmente está foi à última carta escrita por ele. O apóstolo está preocupado com a transição de liderança na igreja, na expectativa que Timóteo continue a obra iniciada no dia de Pentecostes, quando o Espírito de Deus foi derramado sobre os discípulos, data de origem da igreja do Senhor Jesus. Um povo particularmente seu, chamado para andar nas boas obras de antemão preparadas por Deus, para que o mundo vendo-as glorifique ao nosso Deus e Pai que estás nos céus.
  1. Uma igreja que não se afasta das Escrituras
Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra” (3:16-17).
Note que falamos de toda Escritora e de toda boa obra, a ênfase aponta para a fidelidade em ser inteiro. Para isso precisamos de espaço de correção, repreensão e educação na justiça, um espaço comunitário saudável.
Só assim poderemos nos manter longe do positivismo, da teologia da prosperidade, do relativismo moral, do sincretismo religioso, da religiosidade destituída de Deus, e de tantos outros males que nos assombram.
  1. Uma igreja que não se cansa da sua missão
“prega a palavra, insta, quer seja oportuno, quer não, corrige, repreende, exorta com toda a longanimidade e doutrina. Pois haverá tempo em que não suportarão a sã doutrina; pelo contrário, cercar-se-ão de mestres segundo as suas próprias cobiças, como que sentindo coceira nos ouvidos; e se recusarão a dar ouvidos à verdade, entregando-se às fábulas. Tu, porém, sê sóbrio em todas as coisas, suporta as aflições, faze o trabalho de um evangelista, cumpre cabalmente o teu ministério” (4:2-5).
Uma igreja relevante é conhecedora do seu tempo, sóbria, conhece as estruturas deste século. Ela combate os sofismas deste mundo, levanta a voz contra uma sociedade hedonista, não se sujeita a secularização e promove em Cristo Jesus a transformação do homem e da sociedade, buscando o ser inteiro, criado a imagem e semelhança de Deus.
A igreja precisa de sobriedade, discernir os tempos que vivemos e ser agente de transformação, sendo relevante na vida e presente na sociedade. Não ignorando sua história, sempre submissos e atentos a Bíblia, e focados na missão de ser um espaço sadio para o desenvolvimento da fé.
Crianças, adolescentes, jovens, adultos e velhos, todos nós que fazemos parte do corpo de Cristo temos esta incumbência de sonhar, não com coisas irreais, mas com igreja idealizada por Jesus.

45 anos


MarADentro - edição 07 - ago - 2010
por Liz



No último domingo ouvimos, de maneira um tanto descontraída, a história dos primeiros dez anos de vida da Igreja Presbiteriana de Viçosa (IPV), que neste ano completa seu quadragésimo quinto aniversário.  Verdade é que apesar das gargalhadas, nem tudo o que ouvimos era pra rir mesmo. Os fatos crus são uma mistura situações constrangedoras, altruísmos, preconceitos, maus tratos, insistências, muita oração e constante temor do Senhor.
Uma pequena frase extraída da Bíblia foi escrita na parede interna do primeiro templo evangélico em Viçosa “Não por força, nem por violência, mas pelo meu Espírito, diz o Senhor”. Foi também escrita no peito de homens e mulheres que crendo nisso souberam permanecer. Daí que a insistência na prática do bem se tornou possível, mesmo em meio às bofetadas de barro, folhetos rasgados e convites não atendidos.
Reunidos ali, no novo templo, tantos anos depois, uma comunidade inteira parou para ouvir, relembrar e celebrar a sua história. Os velhos foram convidados a abrirem o peito rever e mostrar as marcas que aquela pequena frase deixou, ela criou raízes, a partir dela houve frutos. Os novos puderem descobrir a sua origem, desafiados, abriram também o peito para receberem a mesma frase autêntica.
Antes rejeitada, a IPV hoje assumiu seu papel de acolhedora. De sem-teto passou a ser um abrigo. Em sua fraqueza (“não por força..”) e caridade (“..nem por violência..”) encontrou identidade (“pelo meu Espírito, diz o Senhor”). É isso que testemunhamos nas nossas idas e vindas.
O exercício de olhar para trás foi muito valioso, e o de seguir em frente ficou mais encorajado. Que venham mais quarenta e cinco, e que lá na frente quem possa abrir o peito seja também a gente.

sábado, 31 de julho de 2010

Fresquinhas julho - nº06

 
fresquinhas...
  • A peça de teatro da Liz estreiou com muitos aplausos no dia 11 de julho em Belo Horizonte no CN (Congresso Nacional da ABUB)
  • Pedro Paulo realizou dois cursos:psicologia pastoral no CEM (Centro Evangélico de Missões e Integridade e Puzeza com o Pr. Paul Sinclair na CPV (Comunidade Presbiteriana de Viçosa)
  • Juntos participamos da nossa primeira conferencia do L’Abri Brasil, em Macacos. O tema foi "Cristo e Cultura Contemporânea". Um banho de reflexão e hospitalidade

A oração transformadora

MarADentro - edição 06 - jul - 2010
por Pedro Paulo

“E, quando orardes, não sereis como os hipócritas; porque gostam de orar em pé nas sinagogas e nos cantos das praças, para serem vistos dos homens. Em verdade vos digo que eles já receberam a recompensa.
Tu, porém, quando orares, entra no teu quarto e, fechada a porta, orarás a teu Pai, que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará.
E, orando, não useis de vãs repetições, como os gentios; porque presumem que pelo seu muito falar serão ouvidos.
Não vos assemelheis, pois, a eles; porque Deus, o vosso Pai, sabe o de que tendes necessidade, antes que lho peçais". (Mateus 6:5-8)
A oração do ‘Pai Nosso’ ensinada por Jesus não é utilitária, mas transformadora. Poderosa para modificar mentes e sofismas. Jesus ensina que a maior necessidade do homem não é mudar circunstâncias, mas mudar o coração. Jesus ensina que é preciso olhar para o Pai, submeter-se e confiar no Pai.

Muito me chama a atenção o ensino de Jesus sobre oração que antecede o modelo proposto do ‘Pai Nosso’. Duas advertências são apresentadas à multidão que o cercava ao longo do Sermão do Monte, são elas: não sejam como os hipócritas e não ajam como os pagãos (ou gentios).

A referência de hipocrisia que Jesus se utiliza é aquela praticada pelos fariseus, que se preocupavam tanto com o exercício de uma religiosidade externa, de aparência, e se esqueciam do essencial. Esse caminho levava os líderes religiosos a um distanciamento cada vez maior de Deus, embora fossem considerados piedosos nas suas respectivas comunidades.

Jesus chama seus discípulos para o exercício de uma espiritualidade genuína, que brota de um coração arrependido e de uma real intencionalidade em se aproximar de Deus. A verdadeira oração exige arrependimento. “Que cada um, portanto, que ao prepara-se para orar sentindo-se insatisfeito com o que está errado em sua conduta, admitindo que não pode fazê-la sem arrependimento, revista-se do perfil e sentimento de um pedinte.” Citação do reformador João Calvino.

A revelação de Deus à humanidade passa pela cultura judaica. Por mais de 2000 anos Israel foi a única nação monoteísta na face da Terra, em oposição ao politeísmo práticado pelas demais nações. A religião pagã estava centrada no conceito da existência de vários deuses que lutavam entre si pela hegemonia, corrompidos como os homens e inflamados por todo tipo de vício presente na humanidade, esses deuses eram responsáveis pelos favores e pelos males que sobreviam ao homem. Para alcançar o favor de um deus pagão era necessário convencê-lo deste bem, isso envolviam relações de trocas e boa capacidade de persuasão.

Ao ensinar seus seguidores a não seguir o caminho dos gentios, Jesus se opõe fortemente a essa imagem distorcida de Deus que muitos haviam adquirido pelo convívio com outros povos. Jesus está desfazendo essa concepção de um deus egoísta que muitos tinham equivocadamente, e apontado para a realidade de um Deus relacional e amoroso. A expectativa de Jesus é que seus discípulos possam substituir esta relação utilitária por outra pessoal, através da reconciliação com Deus oferecida pela vida de Jesus Cristo.

A verdadeira oração é transformadora, não apenas de realidade, mas principalmente de vida. Pela disciplina da oração somos levados ao autoconhecimento, ao discernimento de nossos desejos e caprichos, e ao contentamento pelo simples prazer de estar com Deus.

Neblina

MarADentro - edição 06 - jul - 2010
por Liz


Quanto mais eu reflito sobre essa coisa de vida contemporânea, mais eu visualizo uma densa neblina. Caminhar na neblina é assim: incerto, sem referenciais, sem destino, sem nada. Quando a voz da modernidade diz que não há Deus, não há verdade, não há moral e não há sentido assemelha-se a tal caminhada cega pela neblina densa de uma manhã na serra. Claro que não poderíamos esperar se não uma experiência de “vazio”. Vazio que leva ao caos. Não era de se estranhar que pela primeira vez na história “caos” virou sinônimo de “liberdade”. Explico. Na vida moderna, liberdade é viver plenamente essa neblina. Respirá-la, amá-la esconder-se nela. Sentir-se seguro ali, fazer o que der na telha. 
A densa neblina que para alguns é como um deserto, tornou-se para outros um abrigo. Pois ela acolhe os amores indevidos, a ação não julgada, a libertinagem, as palavras vãs e tudo o mais que quiser. Haja o que houver, a neblina abriga a todos.
Bom, dentro dessa devassidão nebulosa, há somente um consolo aos que lutam contra ela, que é também uma alerta aos que nela se abrigaram, ouça quem puder: o temor do Senhor é o princípio da sabedoria.
Temer a Deus é saber que seus olhos estão sobre nós. O Senhor nos vê. A neblina pode te proteger dos outros, e até de si mesmo, mas o Senhor tudo vê. A neblina pode te esvaziar e te deixar solitário, te sugar as forças, mas aquilo que vem do Senhor não poderá ser apagado.
Há aqui um alerta e um consolo. Embora caminhamos rodeados por negativas quanto à moral e aos referenciais, tais vozes serão um dia silenciadas e o que valerá? Valerá os olhos do Senhor, o que ele viu e o que ele soube a respeito de nós.
Subindo naquele palco, no dia 11 de julho, senti-me como que dizendo “quem tem ouvidos ouça, eis ao redor uma forte neblina”. Dentro do carro, a caminho de Macacos, conversando com amigos queridos, senti-me assim, como que compartilhando “é amigos, a neblina tá densa, vamos caminhar mais perto um do outro, porque quase não te vejo”.  E assim vamos, alertando, consolando, recebendo consolo, deixando os ouvidos atentos.
Em tempo de neblina muito mais vale os nossos ouvidos e a nossa voz.

*ver no post "06" as notícias fresquinhas para entender o contexto desse parágrafo


quinta-feira, 1 de julho de 2010

Fresquinhas junho - nº05

Fresquinhas dezembro - nº11
 
05 fresquinhas...
  • a peça de teatro da Liz está prestes à sair, chama-se "IN VERSÃO" e terá sua estréia em BH no SESC Venda Nova dia 11/Jul no congresso nacional da ABU (CN)
  • Pedro Paulo foi eleito tesoureiro da REBUSCA (ong cristã que trabalha com crianças e adolescentes em situação de risco em Viçosa) está empolgado com a oportunidade de ajudar de uma maneira mais efetiva.
  • Liz começou a trabalhar mais efetivamente com projetos de arquitetura, sendo os primeiros projetos de reforma residencial. Os trabalhos de diagramação e deisign continuam, vejam as novidades visuais na revista Ultimato

Cosciência moral

MarADentro - edição 05 0 jun - 2010
por Pedro Paulo

Na cultura de hoje há um pensamento moderno que prevalece em nossos diálogos, de que não existe mais certo ou errado, pensamento este que chamamos de relativismo moral. Para tudo há uma explicação, uma razão de ser, e por isso não podemos dizer que existe um ponto de referência, algo que seja correto em todos os tempos e em qualquer cultura. Será que isso é verdade?
Por outro lado há uma premissa básica defendida pelos cristãos de que todo indivíduo simplesmente sabe o que é certo ou errado, devido uma lei moral que sempre existiu em todas as culturas.
De acordo com o dicionário Aurélio, consciência refere-se à capacidade de estabelecer julgamentos morais dos atos realizados, ou seja, é a capacidade de julgar se é certo ou errado algum ato realizado pelo ser humano.

O que a Bíblia diz
Após o homem ser expulso do Paraíso, no capítulo 4 do livro de Gênesis é narrado o primeiro homicídio da humanidade. Caim mata seu irmão Abel por invejá-lo. O interessante é que Deus adverte Caim antes de cometer este ato e diz que 'o pecado jaz à porta, mas a ti cumpre dominá-lo', ou seja, você tem desejos, mas nem todos eles devem ser satisfeitos, você deve fazer o bem e rejeitar o mal. Com isso Deus está afirmando que Caim tem plenas condições de discernir o bem e o mal antes de praticá-los, de avaliar suas vontades.
Paulo explica, em Romanos 2:14-29, que a revelação geral de Deus sobre Si mesmo como Deus bom que exige o bem, confronta os homens com a responsabilidade moral. Na verdade, entender ou 'ouvir' a consciência é algo que precisa ser 'aprendido' ou 'treinado'. Para os judeus, Deus os deu a lei tornando explicitas as expectativas morais. Paulo fala que para os gentios eles fazem 'por natureza' aquilo que é requerido pela lei. O que será que Paulo quer dizer com a expressão 'fazem por natureza'?
Paulo está dizendo que existe uma consciência em toda humanidade, independente da cultura, que permite ao homem julgar seus atos e da sociedade, discernindo o que é bom e o que não é. A isso damos o nome de Lei Moral.
Interessante que está lei não determina o que o homem irá fazer, mas o orienta para saber o que é correto fazer em determinada situação, ou seja, a capacidade do homem desobedecer a essa lei é justamente o que nos diferencia dos animais. Somos capazes de avaliar nossos instintos e agir de acordo com a consciência que há em nós, isso nos torna único na criação e próximos de Deus, semelhantes.
Podemos concluir duas coisas sobre a Lei Moral:
  1.  Todos têm essa noção, a consciência, e por mais que tentem negar não conseguem se livrar dessa noção.
  2.  Na prática nem sempre eu consigo cumprir a Lei Moral, e quando alguém me adverte que a descumpri logo me vem à cabeça milhares de desculpas.
Através da Lei Moral podemos descobrir a culpa, que somos transgressores. Mas também podemos descobrir a Verdade.
No livro de 1 Timóteo 4:2, Paulo usa uma expressão para descrever o homem que se opõe deliberadamente a Lei Moral como aquele que cauterizou a sua consciência, que age de modo a destruí-la. Essa é a imagem de alguém que vive constantemente em conflito consigo mesmo, que procura negar a Verdade ainda que lhe seja o resto de sobriedade que lhe sobre.
“Nós, porém, não somos dos que retrocedem para a perdição; somos entretanto, da fé, para a conservação da alma.” (Hebreus 10:39)
Coerência com a verdade
A Lei Moral não significa necessariamente o que os homens fazem, mas o que os homens deveriam fazer ou não. Você pode estar se perguntando, de onde vem essa Lei Moral?
Essa consciência não foi criada por um código moral da sociedade, pelo contrário, os comportamentos de uma cultura provêm da Lei Moral, ainda que falhos e limitados. Ela não foi criada pelo homem, e essa noção indica haver um Guia que diz que existe um jeito certo de viver.
Logo, quando Paulo fala de uma 'lei gravada nos corações', ele está dizendo que essa consciência é uma evidência de que Deus dirige o universo e se manifesta em mim com uma lei que me incita praticar o certo e me faz sentir incomodado e responsável pelos meus erros.
Ora, a Lei Moral é boa e serve como guia para a humanidade fazer a vontade do Criador. Porém ela é insuficiente para que eu não seja um transgressor do bem e promova o mal, ela orienta e mostra o mal que deliberadamente eu faço.
Paulo vai descrever mais para frente na sua carta aos romanos esta tensão que ele vive, pois ele reconhece o Criador e sabe o que é o bem, porém muitas vezes ele se encontra fazendo conscientemente o mal. Essa afronta a consciência é resultado do nosso estado pecaminoso, e a percepção deste terrível estado nos leva ao lamento, ao arrependimento.
A boa notícia é que não estamos sozinhos, lançados à nossa própria sorte. Em Jesus Cristo gozamos redenção, um caminho de volta à comunhão com o Pai.
“(por meio de Jesus Cristo) temos a redenção, pelo seu sangue, a remissão dos pecados, segundo a riqueza da sua graça, que Deus derramou abundantemente sobre nós” (Efésios 1:7-8)

Grata amizade

MarADentro - edição 05 - jun - 2010
por Liz

Quero falar sobre amizade. Penso que há um valor inestimável nela. As amizades marcam a gente, entram nos cantos da nossa vida e nos ajudam a ver o que é que está ali bem no fundo. Sei que Deus fez a amizade. Sei que ela existe desde a criação, quando, caminhando pelo jardim o criador conversava com Adão e Eva e os entendia, amava. C.S. Lewis, em seu livro Os Quatro Amores, me marcou muito quando afirmou que a amizade é a forma mais gratuita de se amar. Não há na amizade “interesse” de nenhum tipo e nem aliança formal (como em um casamento, ou nas relações familiares onde há um vínculo pré-existente). É um pacto espontâneo sem regras e sem um fim determinado. Ela existe pelo simples prazer de existir, e o amigo ama, pela grata alegria de amar.

No pouco tempo que eu tenho consciência desse valor, já pude provar da satisfação de ser amiga e de ter amigos com muita intensidade. Também já pude chorar a amargura que é perder um amigo para a morte, e a nostalgia de perder um amigo para as circunstancias da vida. Percebi que quanto mais me alegro com uma amizade, mais sofro com ela. Paradoxal. Mas novamente citando o sábio Lewis “no mundo em que vivemos, amar é sofrer”, o sofrimento é, de alguma forma, uma constatação da existência do amor. Se sofremos pelo outro, é porque não somos indiferentes a ele.

No fim das contas a alegria sempre é compensatória, tanto é que nunca deixei de construir uma amizade com medo da dor ela pudesse me causar. E nunca sofri em uma amizade sem me sentir privilegiada de estar naquele sofrimento. É privilégio de poucos sentir seu sofrimento compartilhado. É sinal de que a amizade é profunda e real, como de fato, deveria ser.

terça-feira, 1 de junho de 2010

Fresquinhas maio - nº04

04 fresquinhas...
  • Liz e Pedro se matricularam na academia, presente de mãe por 6 meses. Ou seria presente de sogra??
  • No dia 15 de maio aconteceu o casamento da Acácia (irmã da Liz) com o Tiago. Rendeu um delicioso reencontro de amigos e familiares ..foi imperdível!
  • temos registrado muitos dos momentos com os adolescentes, se quiserem ver imagens e ler um pouco mais do que temos feito com eles basta clicar nos links a seguir http://www.upapo.blogspot.com/ e www.flickr.com/photos/upaipv

Moralidade Sexual

MarAdentro - edição 04 - maio - 2010
por Pedro Paulo

Infelizmente a rejeição aos princípios bíblicos que norteiam o comportamento sexual do homem e da mulher é cada vez mais presente em nossa geração. Em busca de uma aprovação do comportamento moderno e uma reconstrução da moral sexual, apela-se para uma renovação da mentalidade cristã. Pede-se uma releitura da fé através da interpretação das Escrituras a partir das nossas experiências pessoais e uma conseqüente flexibilização das doutrinas, que se ajustem a mentalidade do século XXI.
A verdade é que a fé cristã cada vez torna-se mais agressiva ao comportamento moderno. Três fenômenos em nossa sociedade têm contribuído para essa cosmovisão anti-Deus, anti-Absoluto, anti-Verdade.

I.          Divórcio da vida com a fé – o nosso cotidiano não suporta a fé cristã. Existe uma clara separação do homem em vida sagrada e vida secular, ou vida na igreja e fora dela. Parece que essa divisão do homem é imprescindível nos dias atuais. Justificamos dizendo que a ciência e a religião não se entendem, que a fé é inimiga da razão, ou ainda, que a religião apenas oprime e a felicidade está fora dela.

II.        Divórcio do corpo com o espírito – o discurso do “não tem nada a ver” toma proporções monstruosas. Somos constantemente incentivados a realizar nossas vontades, a satisfazer nossos instintos, pois aí está a liberdade e a felicidade. Os valores morais cada vez mais se distanciam da prática diária, e a nossa defesa segue duas vertentes, ou dizemos que ‘não tem nada a ver’ ou rebaixamos nossos valores, dois modelos populares de justificar a imoralidade.

III.      Distanciamento do Criador – a mídia cada vez mais erotizada obscurece o entendimento, cauteriza a mente e propõe uma reconstrução da moral, ou de um comportamento amoral. O homem se enxerga a partir de si mesmo e sua vontade é o termômetro do que é bom, e quanto mais nos fartamos de nossas concupiscências, mais nos tornamos lascivo e mais difícil é localizar o Porto Seguro. Refiro-me a Deus como Porto Seguro, a Verdade imutável, que traz sobriedade para a vida.

A proposta cristã de uma moralidade sexual tem como referencial o Eterno e não o efêmero, ela diz que o doador da vida compreende o valor da mesma. Se há valor há dignidade e, por conseguinte, há propósito.
Lembremos da exortação das Escrituras: “E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.” Romanos 12:2

sábado, 1 de maio de 2010

No palco e na vida

MarADentro - edição 04 - maio - 2010
por Liz



Fresquinhas abril - nº03

Nessa ediçãp foi introduzida uma nova seção do MarADentro, que é a seção "Fresquinhas". Dentro desse balão amarelo inserimos noticias curtinhas que aconteceram no mês e que marcaram os nossos dias.

03 fresquinhas...
  • a Liz fez a sua primeira diagramação da revista Ultimato (www.ultimato.com.br), foi muito trabalho e muito aprendizado.
  • a Liz fez um curso de fotografia!! em breve haverá um up-grade fotográfico no marÀdentro
  • El Matador, Pedro Paulo, está de volta às quadras de futebol Por incrível que pareça até fez um gol na última rodada
  • completamos 2 anos de casados no dia 26 de abril!!

Um modelo saudável de sexualidade

MarADentro - edição 03 - abr - 2010
por Pedro Paulo


Para muitos sexo é instinto. O desejo e o prazer precisam ser satisfeitos a qualquer custo, segundo o hedonismo aí está à felicidade. Será que isso é verdade?
O ponto de partida, a razão principal da sexualidade é o relacionamento e não o prazer. Pensar em sexualidade apenas como sexo ou o estímulo da genitália seria reduzir o homem a um estado de irracionalidade e seu comportamento o assimilaria aos animais.
Na verdade, com o surgimento das teorias evolucionistas e o pensamento em voga de que não existe um referencial absoluto, que viemos do nada e por acaso existimos, suas conseqüências levadas ao extremo nos leva a uma angústia existencial. Seu reflexo no entendimento da sexualidade humana empobrece o homem, excluiu a moral, corrompe as relações e banaliza o sexo.
A Bíblia nos ensina que Deus criou o homem. A origem da existência humana está no seu Criador (Gn 1:26). Essa cosmovisão muda tudo, traz consigo propósito e significado a existência, norteia a vida e os relacionamentos.

Além de nos revelar a origem, as Escrituras falam sobre nossa essência - Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança (Gn 1:26)... fomos criados em distinção dos demais seres vivos, fomos criados semelhantes a Deus. A referência não é física, mas racional, moral, espiritual e social. E quais as implicações desta verdade?
Somos seres relacionais, criados para nos relacionar com Deus, com o próximo e com a natureza. Diferentemente dos demais seres vivos, somos dotados de capacidade intelectual e consciência de discernir entre o certo e errado, o que nos torna moralmente responsáveis em nossos relacionamentos. 
O modelo da Trindade (Deus Pai, Filho e Espírito Santo) é a base ou a origem de todo relacionamento humano. A comunhão é o relacionamento mútuo entre as Pessoas da Trindade, mas em nenhum momento esta relação compromete a identidade das Pessoas e muito menos impede a Pessoa de ser o que é, ou de agir.
Essa compreensão pode nos leva a aplicar esses conceitos no relacionamento entre o homem e a mulher.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

A realidade do céu e do inferno

MarADentro - edição 02 - mar - 2010
por Pedro Paulo
“Ele (Deus) fez tudo apropriado ao seu tempo. Também pôs no coração do homem o anseio pela eternidade; mesmo assim ele não consegue compreender inteiramente o que Deus fez... Descobri também que debaixo do sol: No lugar da justiça havia impiedade, no lugar da retidão, ainda mais impiedade. Fiquei pensando: O justo e o ímpio, Deus julgará ambos, pois há um tempo para todo propósito, um tempo para tudo o que acontece.” (Eclesiastes 3:11,16-17)
O sofrimento e o mal são reais. Sentimos seu efeito em nosso dia a dia, somos cercados por estas duas desgraças que não dão trégua ao homem. Não existe um ser que esteja alheio ao sofrimento, por mais protegido que esteja. Da mesma forma o mal bate a nossa porta e como um intruso senta-se a nossa mesa, como alguém muito íntimo nos entretém e encurta os nossos dias sobre a terra.
O seu resultado nos choca diariamente. Com uma sensação de impotência e pouca sinceridade, atribuímos culpa a Deus pelos seus efeitos em nós. Dizemos que não entendemos e uma pergunta ressoa forte no coração de muitos: - O que Deus tem haver com o sofrimento? E com o mal?
Penso que a resposta a esta pergunta é essencial para orientar nossas vidas. Deus é o criador todo poderoso e ao mesmo tempo relacional. Ele é soberano e a Ele devemos devoção. Deus nos fez seres moralmente responsáveis, a sua imagem e semelhança, e colocou a eternidade em nossos corações. Ele se importa com o sofrimento e o mal, isto o ofende e não faz parte de sua criação original. Deus intervém, pois é pessoal e muito se interessa pela Sua criação. Ele há de julgar-nos pelos nossos atos e o estado ao qual a criação foi submetida. O juízo é inevitável, logo há céu e inferno.
Não podemos ignorar que todos pecaram (Rm 3:23), e que a condenação é certa e merecida (Jo 3:18), pois trocaram a verdade de Deus por mentira (Rm 1:18-32).
Não podemos esquecer que Deus não pretende destruir sua criação, mas restaurá-la. Para isso Deus proveu em Cristo Jesus propriciação pelos nossos pecados, o substituto, o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo (Jo 3:16).
O juízo será na volta de Jesus Cristo (Mt 16:27), Ele há de ressuscitar os mortos (Jo 5:29) e todos terão que comparecer perante o tribunal de Deus. Note que somos eternos. O juízo será a consumação da salvação dos justos e a consumação da condenação dos incrédulos. Os justos serão absolvidos pela obra de Jesus na cruz, e herdarão o céu e também a nova criação (2 Pe 3:13); enquanto os ímpios serão condenados e destinados ao inferno.
Inferno
O inferno é uma realidade eterna, na qual os seus moradores serão privados totalmente do favor divino. A graça de Deus será de uma vez por todas retirada sobre estes e entregues estarão a si mesmos (completamente livres de Deus), ao diabo e seus anjos caídos. Este será um lugar de sofrimento e perturbação, com dores no corpo e na alma, sujeitos a dores de consciência, a angustia, ao desespero, ao choro e ao ranger de dentes (Mt 18:8, 23:33, 25:46). No inferno não haverá qualquer forma de prazer!
Céu
Jesus declara que os salvos irão desfrutar de uma nova realidade eterna, o homem finalmente alcançará o propósito de sua existência. O céu não é um lugar monótono. É um lugar no qual o mal e o sofrimento não têm penetração. Um lugar de vida abundante, onde há prazer pleno, no qual seremos saciados e não mais escravos desta busca. Lugar onde reina a justiça e o bem (Ap 21:1-5). Lá contemplaremos o Senhor e o conheceremos como Ele é.
Conclusão
“No fim das coisas só existem dois tipos de pessoas: as que dizem a Deus: “Seja feita a tua vontade”, e aquelas a quem Deus diz: “A sua vontade seja feita”. Todos os que estão no inferno escolheram estar” (C. S. Lewis)