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terça-feira, 31 de agosto de 2010

Fresquinhas agosto - nº07



fresquinhas...
  • Liz voltou a desenhar e pintar, está testando novos meios de se comunicar através da arte
  • Juntos estão participando de um grupo de estudo das obras do C.S.Lewis, o primeiro livro já foi lido "A Abolição do Homem"..
  • Aconteceu em Viçosa a VII Semana da Esperança! Dessa vez com a participação do Telo Borges, Ariovaldo Ramos e Guilherme de Carvalho, foi muito bom mesmo!
  • Blog do MarADentro no ar e operante, deixe seu comentário!! blogmaradentro.blogspot.com

A igreja que Jesus concebeu é a igreja que sonhamos

MarADentro - edição 07 - ago - 2010
por Pedro Paulo



Para sonhar com a igreja que Jesus concebeu, sugiro as palavras inspiradas do apóstolo Paulo, na sua segunda carta enviada ao pastor da igreja de Éfeso, o jovem Timóteo.
Paulo orienta Timóteo a zelar pelo ministério que o Senhor lhe havia concedido. O ensino do experiente apóstolo, já avançado em idade, nos traz verdades importantes sobre a igreja que devemos sonhar, com idealismo e os pés no chão.
  1. Uma igreja que não despreza seu passado
“Permanece nas coisas que aprendeu e das quais tem convicção, pois você sabe de quem o aprendeu” (3:14).
Paulo estava próximo de sua morte e provavelmente está foi à última carta escrita por ele. O apóstolo está preocupado com a transição de liderança na igreja, na expectativa que Timóteo continue a obra iniciada no dia de Pentecostes, quando o Espírito de Deus foi derramado sobre os discípulos, data de origem da igreja do Senhor Jesus. Um povo particularmente seu, chamado para andar nas boas obras de antemão preparadas por Deus, para que o mundo vendo-as glorifique ao nosso Deus e Pai que estás nos céus.
  1. Uma igreja que não se afasta das Escrituras
Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra” (3:16-17).
Note que falamos de toda Escritora e de toda boa obra, a ênfase aponta para a fidelidade em ser inteiro. Para isso precisamos de espaço de correção, repreensão e educação na justiça, um espaço comunitário saudável.
Só assim poderemos nos manter longe do positivismo, da teologia da prosperidade, do relativismo moral, do sincretismo religioso, da religiosidade destituída de Deus, e de tantos outros males que nos assombram.
  1. Uma igreja que não se cansa da sua missão
“prega a palavra, insta, quer seja oportuno, quer não, corrige, repreende, exorta com toda a longanimidade e doutrina. Pois haverá tempo em que não suportarão a sã doutrina; pelo contrário, cercar-se-ão de mestres segundo as suas próprias cobiças, como que sentindo coceira nos ouvidos; e se recusarão a dar ouvidos à verdade, entregando-se às fábulas. Tu, porém, sê sóbrio em todas as coisas, suporta as aflições, faze o trabalho de um evangelista, cumpre cabalmente o teu ministério” (4:2-5).
Uma igreja relevante é conhecedora do seu tempo, sóbria, conhece as estruturas deste século. Ela combate os sofismas deste mundo, levanta a voz contra uma sociedade hedonista, não se sujeita a secularização e promove em Cristo Jesus a transformação do homem e da sociedade, buscando o ser inteiro, criado a imagem e semelhança de Deus.
A igreja precisa de sobriedade, discernir os tempos que vivemos e ser agente de transformação, sendo relevante na vida e presente na sociedade. Não ignorando sua história, sempre submissos e atentos a Bíblia, e focados na missão de ser um espaço sadio para o desenvolvimento da fé.
Crianças, adolescentes, jovens, adultos e velhos, todos nós que fazemos parte do corpo de Cristo temos esta incumbência de sonhar, não com coisas irreais, mas com igreja idealizada por Jesus.

45 anos


MarADentro - edição 07 - ago - 2010
por Liz



No último domingo ouvimos, de maneira um tanto descontraída, a história dos primeiros dez anos de vida da Igreja Presbiteriana de Viçosa (IPV), que neste ano completa seu quadragésimo quinto aniversário.  Verdade é que apesar das gargalhadas, nem tudo o que ouvimos era pra rir mesmo. Os fatos crus são uma mistura situações constrangedoras, altruísmos, preconceitos, maus tratos, insistências, muita oração e constante temor do Senhor.
Uma pequena frase extraída da Bíblia foi escrita na parede interna do primeiro templo evangélico em Viçosa “Não por força, nem por violência, mas pelo meu Espírito, diz o Senhor”. Foi também escrita no peito de homens e mulheres que crendo nisso souberam permanecer. Daí que a insistência na prática do bem se tornou possível, mesmo em meio às bofetadas de barro, folhetos rasgados e convites não atendidos.
Reunidos ali, no novo templo, tantos anos depois, uma comunidade inteira parou para ouvir, relembrar e celebrar a sua história. Os velhos foram convidados a abrirem o peito rever e mostrar as marcas que aquela pequena frase deixou, ela criou raízes, a partir dela houve frutos. Os novos puderem descobrir a sua origem, desafiados, abriram também o peito para receberem a mesma frase autêntica.
Antes rejeitada, a IPV hoje assumiu seu papel de acolhedora. De sem-teto passou a ser um abrigo. Em sua fraqueza (“não por força..”) e caridade (“..nem por violência..”) encontrou identidade (“pelo meu Espírito, diz o Senhor”). É isso que testemunhamos nas nossas idas e vindas.
O exercício de olhar para trás foi muito valioso, e o de seguir em frente ficou mais encorajado. Que venham mais quarenta e cinco, e que lá na frente quem possa abrir o peito seja também a gente.