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quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Fresquinhas outubro - nº09

 fresquinhas...
  • dos dias 9-12 de out. a juntos com a UPA (união presbiteriana de adolescentes) esivemos em um retiro, muito tempo livre, amizade e reflexão. 
  • Liz começou a tocar gaita.. ainda está no comecinho, deslumbrada com esse pequeninho e tão complexo instrumento musical
  • Juntos com a mocidade da igreja participamos de um retiro na praia! Aconteceu em Guarapari, ES, litoral mineiro (dias 30out-2nov)
  • Liz completou mais um ano de vida no dia 10/10/10 data histórica.. rsrs

De dentro pra fora

MarADentro - edição 09 - out - 2010
por Pedro Paulo
Foto oficial do acampamento de adolescentes em Viçosa-MG
Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus.                                                 
Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados.
Bem-aventurados os mansos, porque herdarão a terra.
Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão fartos.
Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia.
Bem-aventurados os limpos de coração, porque verão a Deus.
Bem-aventurados os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus.
Bem-aventurados os perseguidos por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus.
Bem-aventurados sois quando, por minha causa, vos injuriarem, e vos perseguirem, e, mentindo, disserem todo mal contra vós.
Regozijai-vos e exultai, porque é grande o vosso galardão nos céus; pois assim perseguiram aos profetas que viveram antes de vós.” 

Evangelho de Mateus 5:3-12

Jesus estava pregando as boas novas do reino de Deus, e grande multidão o seguia admirada com o seu ensino. Vendo a aglomeração a sua volta, Jesus subiu ao monte e rodeado pelos seus discípulos, passou a ensinar as muitas pessoas que o seguiam, ensino este conhecido como o famoso Sermão do Monte.

Santo Agostinho compara essa cena com o recebimento dos dez mandamentos por meio de Moisés, mostrando a superioridade dos preceitos da nova justiça em comparação com a antiga lei judaica. “Por meio de santos profetas e fiéis servidores deu preceitos menos perfeitos ao povo que convinha ainda sujeitar pelo temor. E por meio de seu Filho deu outros preceitos muito mais perfeitos ao povo que Ele queria libertar pela caridade.”
O ensino de Jesus trata sobre a vida neste reino que ele anuncia estar próximo, no qual a justiça reina e o amor é o seu regime. A entrada neste reino é pelo próprio Cristo, pois ele é o caminho, a verdade e a vida. A eternidade está no coração de cada cidadão deste reino, junto com os mandamentos do Senhor que agora não estão mais encravados em pedras, mas no seu interior.
Neste reino os cidadãos desfrutam de livre acesso ao Senhor, por meio de Cristo, e esta proximidade explica o caráter dos súditos. São humildes de espírito, pois reconhecem a falência espiritual que chegaram quando confiavam nas suas próprias forças. Quando se deparam com a miséria e a fraqueza que se encontram não hesita em chorar, pois conhecem a validade do choro do arrependimento, nunca deixarão de ser consolados. As virtudes são buscadas com todo o esforço, elas são preciosas neste reino, e se tratando em pureza, todos foram lavados pela palavra da verdade e não medem esforços em prosseguir olhando para o Cristo.

Por falar em virtude, os cidadãos estão realmente engajados com seus valores, o domínio próprio faz deles pessoas livres de toda forma de maldade, o comprometimento com a justiça é pra eles como uma refeição diária, essencial para a vida. A compaixão com o desfavorecido é notória e eles não medem esforço para socorrer o próximo, a solidariedade está presente ainda que seja custoso para eles. E não poderíamos deixar de notar o espírito pacificador existente nesta comunidade do Rei, todos estão empenhados com o sucesso da paz, pois foi isso que o Cristo trouxe para o reino, ele desfez toda a inimizade que havia.
Jesus não poderia omitir que eventualmente esse povo sofreria certa hostilidade, e em alguns períodos o sofrimento chega ser intenso. Mas o que impressiona é a alegria que os move, ainda que tempos difíceis estejam à vista. O fato é que esse reino inspira outros povos e influencia tempos e eras. Cada cidadão sente-se responsável por promover o amor que experimentado neste reino também àqueles que estão distantes e ainda não participam desta realidade.

A multidão curiosa interpelou Jesus – como isto é possível? A dinâmica do reino nasce no coração de cada cidadão e por isso a harmonia se encontra por todo lado. Os cidadãos não foram conquistados ou convencidos a se ajuntar a este reino, eles nasceram do próprio reino

Farta comunhão


MarADentro - edição 09 - out - 2010
por Liz
Foto oficial do acamp. da mocidade em Guarapari-ES
 
Nos últimos dias participamos de dois acampamentos. Um com os adolescentes da igreja num sítio aqui pertinho, outro com os jovens da igreja numa escola em Guarapari (ES). O fato é que embora cada um tivesse suas particularidades, foram momentos muito semelhantes de viver de perto aquilo que muitas vezes afirmamos de longe: a comunhão. Comunhão é uma palavra muito usada no meio cristão. Ao pé da letra significa “comer juntos”, mas a idéia é de compartilhar a vida, ser presente, caminhar lado-a-lado, dividir o pão. É uma daquelas ideias que falamos muito a respeito e vivemos muito pouco. É também uma das coisas mais impressionantes que Jesus ordenou aos seus discípulos, que amassem uns aos outros, e que esse amor se tornasse a sua marca. Só que acontece que a vida também tem suas exigências e a gente acaba deixando os desafios de Jesus de lado pra cumprir as tarefas urgentes do dia-a-dia. A pergunta natural que me pego fazendo é será que é possível? Ou, será que Jesus tá pedindo de nós coisas utópicas demais? Bom, aí vem os acampamentos..  provando tanto a possibilidade quanto a satisfação que dá quando vivemos assim. Nos dias em retiro a coisa se misturou, as tarefas do dia-a-dia como lavar os banheiros, ajudar na cozinha, cantar em roda, ir à praia, jogar bola, contar piada, ler isso, discutir aquilo.. etc, se fundiram harmonicamente com o amor ao próximo e daí tal comunhão se fez presente. 

Viver correndo atrás “das exigências da vida”, nos faz perder de vista a própria vida! E o valor da vida está em dividí-la? Mas se já não temos tempo pra isso, algo está errado e precisa mudar. Corremos o sério risco de chegar à velhice e concordar com a triste conclusão que chegou Salomão “foi tudo correr atrás do vento”. Que o Senhor nos livre disso, que a nossa vida seja compartilhada e enriquecida pela fartura em comunhão.