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segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Braçadas largas e até que enfim, Viçosa!

MarAdentro - edição 00 - jan - 2010
por Liz

"o que me consola é que tudo o que existe, existe com uma precisão absoluta"
(Clarice Lispector, do poema A Perfeição)

Olá queridos amigos,
Depois de pintar a velha casa, lixar suas paredes, desmontar seu jeito de ser e inserir suas partes em caixas, um grande caminhão se empenhou por embarcar todas as coisas e trazê-las até aqui. Viçosa! Ah! Mas não começou assim! As braçadas já estavam em posição contrita, quando chegou o convite peculiar: “venham para caminhar conosco em Viçosa”. A gente, que gosta muito de caminhar entre amigos, não teve como dizer não. Um engenheiro de comida e uma arquiteta de artes visuais dissemos logo que sim! E o mundo passou a girar em outra velocidade. Nossa oração diária tomou novas proporções, a gratidão multiplicou, até pelos dias difíceis pois nos trouxeram até aqui. Vimos à nossa frente a saída da terra dos dias incertos, saída da metrópole mãe das metrópoles. As braçadas se puseram a girar e o mar se aprofundou em mares de morros, nova paisagem externa.
Estamos tão alegres, tão envoltos nessa alegria, que é difícil até de conter. São abraços, sorrisos, noites tranqüilas, almoços, encontros e tais. Mas tal alegria não é de agora..
A Clarice já trazia a mente o que nos tranqüiliza, a absoluta precisão do Senhor em colocar cada qual em seu lugar, cada minuto em seu dia, cada dia em seu esplendor. E a paz que sentimos agora, nos faz querer ir mais à dentro.

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