MarADentro - edição 08 - set - 2010
por Liz
Nesse mês de muita seca,
Dia desses meu pai foi capiná
No seu “sít” tão querido
Com seu cumpadre magela
Saíram no sol de rachá
Lá pelas tantas o suor já tava nos pés
a canseira era tal que decidiram pausá
foi então que desceram o morro
procura do velho brejo
abriram os cantis
tiraram as botas pros pés refrescá
deram de cara com aquele tronco
ou era a raiz que se desenterrou?
Uma gameleira forte robusta
Que sem a lama apareceu
Que exuberante, ilustre!
A sua beleza ao mundo mostrou
Alegres ficaram com o achado
Que os olhos até encheram de riso
Mas que obra linda essa árvore
Que delícia de sombra
Que maravilha de vista
Perfeita em cada detalhe e cada friso
No mesmo mês chegou um visitante
Em nossa Viçosa querida passeá
Não tendo muito turismo aqui
Levamos logo pra conhecer
A gameleira e sua beleza apreciá
O visitante paulistano
sem muito jeito no mato
Não pode ficar calado perante a gameleira
Ela é mesmo exuberante, pensou
Então tiramos retratos, contamos casos
Tomamos café a moda mineira!
Eita bela gameleira
Que veio pra daqui em diante
Embelezar nossas vidas
Com sua presença natural

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