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quinta-feira, 30 de setembro de 2010

A nova vida em Cristo

MarADentro - edição 08 - set - 2010
por Pedro Paulo
Ele vos deu vida, estando vós mortos nos vossos delitos e pecados, nos quais andastes outrora, segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe da potestade do ar, do espírito que agora atua nos filhos da desobediência; entre os quais também todos nós andamos outrora, segundo as inclinações da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos, por natureza, filhos da ira, como também os demais. Mas Deus, sendo rico em misericórdia, por causa do grande amor com que nos amou, e estando nós mortos em nossos delitos, nos deu vida juntamente com Cristo, (pela graça sois salvos), e, juntamente com ele, nos ressuscitou, e nos fez assentar nos lugares celestiais em Cristo Jesus; para mostrar, nos séculos vindouros, a suprema riqueza da sua graça, em bondade para conosco, em Cristo Jesus. Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie. Pois somos feitura dele, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas.” Trecho da carta de Efésios (Capítulo 2:1-10)

A canção da modernidade tem o tema maior da liberdade. Ao seu som dança o anuncio de uma nova era, o homem livre de tudo e de todos. Autônomo, com órbita em torno de seu umbigo. Esta insanidade só pode levá-lo a frustrante constatação de que vive num cativeiro, preso e sujeito aos caprichos do tirano egocentrismo, regido pelo terrível adversário que há muito tempo o colocou no regime da morte, e com ingênua sincronia conforma-se à maioria que vive alheia ao Criador.

O conceito de graça presente no cristianismo é único, e o diferencia de todas as demais religiões. O favor imerecido de Deus não deixa espaço para o mérito humano, pelo contrário, todos estão em pé de igualdade e carentes de Deus, mortos em seus pecados e delitos. Como pode um morto fazer algo em favor de sua salvação?

A porta de entrada ao cristianismo e toda a sustentação da vida cristã se deve a graça de Deus. João Calvino, o reformador do século XVI disse – 'Ora, pode-se perguntar: como o homem recebe a salvação que lhe é oferecida pelas mãos divinas? Eis minha resposta: pela instrumentalidade da fé. Da parte de Deus é graça somente, e nada trazemos senão a fé, a qual nos despe de todo louvor pessoal, então se segue que a salvação não procede de nós'. O que se pede ao homem é tão somente que creia.

A graça de Deus é suficiente para cobrir nossa vergonha e desfazer toda estrutura de poder que se levanta contra o conhecimento de Jesus, seja ela uma realidade da carne, do diabo ou do próprio mundo. Uma real oportunidade para desfrutar a liberdade, ser livre para fazer o bem e romper definitivamente com o mal.

Antes destinado a ira de Deus, agora a situação do homem regenerado é de testemunha viva de Deus. O texto fala exatamente disto, o novo homem resgatado da inutilidade de outrora para caminhar em boas obras, como promotores do bem e sinalizadores do reino de Deus.

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